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É tarde demais para começar a reposição hormonal na menopausa? O que deve ser avaliado

Dr. Augusto Guerreiro

Dr. Augusto Guerreiro

Diretor Clínico e Especialista em Dermoestética e Transplantes Capilares

O Dr. Augusto Guerreiro domina as técnicas mais inovadoras de transplante capilar e está sempre a par das novas tendências de dermoestética. É conhecido por conseguir resultados naturais de excelência. Conheça melhor o Dr. Guerreiro.

Está cansada de sentir que a menopausa mudou o seu corpo? Quer saber se a reposição hormonal ainda pode ser uma opção para si?

Quando já passaram meses ou anos desde o início desta fase, é natural surgir a dúvida: ainda vou a tempo ou já passou o momento certo?

Com este artigo, ficará a saber que a idade não é o único critério, que fatores devem ser avaliados antes de iniciar a reposição hormonal e em que situações pode ser necessário considerar outras abordagens.

A idade importa para a reposição hormonal, mas há outros fatores

De acordo com recomendações internacionais sobre menopausa, a reposição hormonal tende a apresentar uma relação benefício-risco mais favorável em mulheres sintomáticas com menos de 60 anos ou que estejam nos primeiros 10 anos após a menopausa, desde que não existam contraindicações e a decisão resulte de uma avaliação médica individualizada.

Por exemplo, uma mulher de 52 anos, com afrontamentos intensos, alterações do sono e sem antecedentes relevantes, pode ter uma indicação muito diferente de uma mulher da mesma idade, sem sintomas significativos, com fatores de risco cardiovascular ou história familiar relevante.

É por isso que, em vez de perguntar “tenho idade para fazer reposição hormonal?”, a pergunta deverá ser “no meu caso, a terapêutica hormonal pode trazer benefícios?”

O tempo desde a menopausa também influencia a decisão

A idade cronológica importa. No entanto, a idade em que entrou na menopausa é tão ou mais importante.

Se os seus sintomas começaram há pouco tempo, se ainda está na perimenopausa ou se entrou recentemente na menopausa, a abordagem pode ser diferente daquela que é indicada para uma mulher que já está há muitos anos sem menstruação.

Isto não significa que começar mais tarde seja sempre impossível. Significa que a avaliação tem de ser mais criteriosa, porque o equilíbrio entre benefícios e riscos pode mudar com o tempo.

O que deve ser avaliado para saber se ainda vai a tempo de fazer reposição hormonal?

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Antes de começar a reposição hormonal, deve existir uma avaliação clínica para decidir se a terapêutica ainda faz sentido no seu caso.

Na consulta anti-aging da LHR, a avaliação começa por uma anamnese detalhada: uma conversa clínica para compreender quando começaram os seus sintomas, como evoluíram, que impacto têm hoje e que antecedentes devem ser considerados.

A menopausa pode influenciar o metabolismo, a composição corporal, o sono, a saúde íntima, a saúde cardiovascular e a saúde óssea. Em alguns casos, quando existe maior risco de perda de massa óssea ou osteoporose, esse fator também pode influenciar a decisão sobre a reposição hormonal.

Anamnese, antecedentes e fatores de risco

Durante a consulta anti-aging, vamos querer conhecer a sua história clínica.

É importante saber se existem antecedentes de trombose, AVC, enfarte, doença hepática, cancro da mama ou cancro ginecológico. Também avaliamos se existe história familiar relevante, hipertensão, tabagismo, excesso de peso, enxaquecas ou risco cardiovascular aumentado.

Estes fatores podem influenciar a segurança da reposição hormonal. Em alguns casos, podem exigir maior cautela, escolha de vias específicas, doses diferentes ou alternativas não hormonais.

Sintomas da menopausa que interferem com a sua qualidade de vida

Além dos antecedentes, precisamos de saber como a menopausa mudou o seu dia a dia.

Está a dormir mal?

Tem suores noturnos, mais dificuldade em controlar o peso ou falta-lhe energia?

Tem oscilações de humor ou desconforto na vida íntima?

Também nota alterações na pele ou queda de cabelo?

Estas informações ajudam-nos a avaliar se as queixas podem estar relacionadas com a alteração hormonal e se faz sentido considerar a reposição hormonal isoladamente ou integrada com outros tratamentos.

Exames e rastreios que ajudam a decidir com mais segurança

A avaliação médica pode incluir análises clínicas e hormonais, mas não deve ficar limitada a esses dados.

Na Clínica LHR, esta avaliação pode ainda ser complementada com testes genéticos, como o Telotest, o Nutritest e o Trichotest, sempre que fizer sentido compreender predisposições individuais relacionadas com o envelhecimento celular, a nutrição, o metabolismo ou a saúde capilar.

Consoante o caso, também podem ser considerados rastreios mamários e ginecológicos atualizados.

Se estes fatores forem ignorados, corre-se o risco de atribuir todas as suas queixas às hormonas e falhar outros fatores importantes para o diagnóstico.

“Nas consultas da LHR, há pacientes que chegam convencidas de que já é tarde para falar sobre reposição hormonal porque entraram na menopausa há vários anos. Outras querem começar antes porque ouviram falar dos benefícios. Em ambos os casos, primeiro avalio a história clínica, os sintomas, os riscos e os objetivos de saúde. Só depois decidimos se faz sentido avançar ou considerar outras opções.”

Quando pode não ser indicada a reposição hormonal na menopausa?

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Há situações em que a reposição hormonal pode não ser recomendada ou exigir uma ponderação mais cautelosa dos riscos e benefícios.

Por exemplo, se tiver antecedentes pessoais, como:

  • Cancro da mama hormono-dependente;
  • Trombose, AVC ou enfarte;
  • Doença hepática ativa;
  • Hemorragia vaginal sem diagnóstico;
  • Risco cardiovascular elevado.

Nestes casos, podem ser recomendadas outras estratégias para controlar sintomas, proteger a saúde óssea, melhorar o sono, apoiar a saúde íntima ou reduzir o impacto da menopausa na qualidade de vida.

Saiba se a reposição hormonal ainda é indicada no seu caso

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Se está há pouco tempo na menopausa, tem sintomas relevantes e não apresenta contraindicações importantes, a reposição hormonal pode ser uma opção a considerar para melhorar a sua qualidade de vida.

Se já passaram muitos anos desde a menopausa ou existem fatores de risco, talvez a estratégia tenha de ser diferente.

Na Clínica LHR, a menopausa é avaliada dentro de uma visão integrada de anti-aging e longevidade, com médicos especializados e diferentes soluções que podem ser adaptadas ao seu caso.

A reposição hormonal pode fazer parte do plano, mas não deve ser vista como a única resposta.

Marque a sua consulta anti-aging e faça uma avaliação médica personalizada, pensada para a ajudar a viver esta nova etapa da sua vida com mais qualidade.

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